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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Exposição prolongada ao barulho dos blocos e trios elétricos pode afetar a audição

Neste Carnaval, brinque, pule, mas não deixe de proteger seus ouvidos;
por causa do barulho, especialistas recomendam o uso de protetores para músicos e foliões

Há poucos dias do carnaval, a maior festa popular do pais, blocos e trios elétricos já arrastam foliões em várias cidades Brasil afora. Especialistas da área de saúde, no entanto, alertam para os efeitos do elevado barulho gerado pelas aparelhagens de som, que podem prejudicar a audição dos foliões e também dos músicos e percussionistas que garantem o sucesso da festa nas ruas.

Qualquer pessoa que permanecer próxima ao som muito alto pode ter problemas. No caso das crianças, os cuidados devem ser redobrados. O barulho em excesso gera irritação, choro e elas podem sair de determinado local com um forte zumbido no ouvido, sem que os pais nem ao menos percebam.

As aparelhagens dos blocos e trios elétricos trazem animação, mas também são motivo de muito incômodo por causa do som elevado. Para se ter uma ideia, quem brinca a 50 metros de um trio elétrico está exposto a um ruído de 96 decibéis, e quem fica logo atrás do trio enfrenta um barulho ainda maior, que pode chegar a 120 decibéis, intensidade próxima a de uma turbina de avião. Os integrantes da bateria de uma escola de samba não têm noção mas também estão às voltas com ruídos de até 110 decibéis; lembrando que o ouvido humano suporta bem os sons de até 85 decibéis.
Em ambientes fechados a poluição sonora também é preocupante. O batuque das baterias e o alto volume nas caixas de som, seja em clubes ou quadras de escola de samba, podem trazer prejuízos.

Por causa da intensidade do som, as pessoas podem ter a sensação de pressão nos ouvidos, zumbido e dificuldades para ouvir, no próprio dia ou no dia posterior à folia. E o que é pior, os efeitos podem ir mais além, como explica a fonoaudióloga Isabela Gomes, da Telex Soluções Auditivas. “Mesmo que esses sintomas apresentados, logo após a exposição ao som elevado, desapareçam, as células auditivas podem ficar lesionadas e os efeitos poderão aparecer com o passar do tempo, já que a perda auditiva é cumulativa”, explica.

A perda de audição conhecida pela sigla PAINPSE (Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados) tem efeito cumulativo e é resultado da exposição prolongada a ruídos altos, no decorrer da vida. Por isso, a fonoaudióloga da Telex alerta: “Os ouvidos são sensíveis aos sons e ao excesso de barulho, tanto na intensidade, quanto no tempo de exposição e, em alguns casos, as lesões podem ser irreversíveis, já que o organismo não consegue produzir novas células auditivas saudáveis”.

Para quem quer se esbaldar em blocos, bailes e ir atrás dos trios elétricos, a especialista recomenda uma distância mínima de 10 metros do equipamento de som, além do uso de protetores auriculares, que diminuem o impacto do barulho nos ouvidos. Os ritmistas também devem usar a proteção. “O atenuador diminui o som nos ouvidos, permitindo que se escute a música ou o batuque em um volume aceitável”, explica a fonoaudióloga.

Os protetores feitos em silicone e os atenuadores de acrílico da Telex Soluções Auditivas são moldados de acordo com a anatomia do ouvido de cada usuário, de forma a ficar bem ajustados. São práticos, podem ser transparentes ou coloridos e são encontrados nas lojas da Telex espalhadas pelo país. Existem dois tipos: o que diminui o barulho ambiente em 15 decibéis e outro que promove uma redução em 25 decibéis do volume do som nos ouvidos.

A exposição prolongada ao som alto, por anos seguidos, pode levar a diversos graus de surdez, ao longo dos anos, de acordo com a sensibilidade de cada pessoa. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia estima que 15 milhões de pessoas tenham algum tipo de perda auditiva.

Cuide de sua audição para poder brincar com alegria, ouvindo os sons da folia por muitos e muitos carnavais.

www.telex.com.br

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